quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Prestando contas de nosso Mandato Cidadão



Amig@s, apoiador@s, eleitor@s, passados pouco mais de trinta dias das eleições em que fomos distinguidos com uma votação muito expressiva para a Câmara de Vereadores do Recife, e que mesmo sem o alcance do quociente eleitoral nos dispomos a construir um Mandato Cidadão, vimos aqui prestar contas de nossas ações neste curto período.

Preocupamo-nos, nos primeiros vinte dias após as eleições, em formatar minimamente o que seria esta nossa iniciativa. Realizamos um chat via internet, duas plenárias presenciais e virtuais e também um seminário, também presencial e virtual. Nestes momentos, fizemos um mínimo planejamento e definimos tarefas aos colaboradores voluntários.

Dentro do planejamento mais imediato, colocamos a análise e construção de proposições em relação aos privilégios na Câmara, como o auxílio-paletó; articulação política para buscar garantir a Tribuna Popular na Câmara e outras medidas de garantam participação popular naquela Casa; intervenção política mais imediata nos temas relativos ao Mês da Consciência Negra, que é em novembro e já estava batendo à nossa porta. Tudo isto sem prejuízo das demandas dos movimentos concretos da cidade que sempre se apresentam, como tem sido o caso da Vila Oliveira, no Pina, a luta em defesa dos Guarani-Kaiowá e a luta em defesa da saúde pública, que se eleva ao patamar de prioridade em função das políticas levadas adiante pelos governantes locais. Do ponto de vista mais organizativo e administrativo, definimos por constituir uma conta corrente específica para recebimento de doações e dinamizar uma forma de pagamento via internet, assim como ver as possibilidades de manutenção do espaço do antigo comitê de campanha como escritório do Gabinete Cidadão.

De concreto, conseguimos fazer um bom estudo sobre a situação dos privilégios na Câmara, com o amigo e advogado Pedro Brandão nos assessorando. Levamos a questão também para assessorias legislativas de outros mandatos do PSOL em outras capitais e já temos uma acumulação teórica, política e técnica melhor embasadas para passar à segunda fase, que é colocar em ação as medidas práticas. Esperamos poder já no início de dezembro dar entrada nas ações judiciais e políticas.

Na questão da intervenção política junto aos movimentos vivos da cidade, estamos cumprindo papel fundamental numa disputa por espaço na área central do Recife, mais especificamente no Pátio de São Pedro. Propusemos e estamos contribuindo na organização concreta do “Fórum Terça da Resistência Negra”. Esta intervenção se dá por conta de ser compromisso nosso de campanha contribuir politicamente para reaver este espaço para a cultura afro e indígena-descendente da cidade e região. Há mais de três meses que o evento estava parado, sem apoio institucional mínimo que sempre teve há 12 anos, e nós conseguimos coloca-lo em movimento de novo, reunindo centenas de pessoas semanalmente. Esta nossa intervenção já nos garantiu pautar com a Prefeitura o problema e nos próximos dias deveremos estar nos reunindo com os que estão fazendo a transição das gestões na área da cultura. A prioridade de tempo e foco nesta intervenção se dá por conta do momento, da oportunidade que não poderíamos perder de aproveitar o mês da consciência negra para colocar com força o tema na pauta política da cidade.

Acompanhamos, como pudemos, três situações que nos foram demandas, mas nos faltou “pernas” para estar mais presentes e contribuindo de forma mais efetiva: a questão dos Guaranis-Kaiowá; a situação na Vila Oliveira, no Pina; a situação do HUOC – Hospital Universitário Oswaldo Cruz, que está sendo sucateado de forma quase criminosa pelo governo do Estado.

Nossas dificuldades de acompanhamento se deram, sobretudo, por conta das tarefas pós-eleição que estão também nos consumindo. A pequena equipe de direção estadual do PSOL está, até hoje, envolta nas prestações de contas de nossas candidaturas, em Recife e outros municípios. Vencer a burocracia do TRE é uma tarefa titânica e vários quadros estão totalmente absorvidos nesta tarefa.

Além disso, saímos da campanha com débitos. Seguimos em campanha financeira, agora para pagar os empréstimos que fizemos com amig@s para colocar nossa campanha na rua. Já fizemos campanha na internet e somente no dia 07 de novembro conseguimos cobrir todos os cheques que estavam na rua ainda. Esta situação nos colocou na condição de só iniciar qualquer campanha de arrecadação para o Mandato Cidadão após resolvermos completamente os débitos de campanha. Esperamos – estamos trabalhando firmes para isto -, saldar todos os principais débitos ainda em novembro, para que em dezembro possamos iniciar com mais visibilidade as ações do mandato e estar em melhores condições de dialogar com tod@s a respeito do financiamento do gabinete cidadão. Por conta desta situação, definimos também entregar o Comitê que tínhamos alugado e procurar um espaço menor e mais barato, mais próximo à Câmara de Vereadores.

É importante também salientar que as tarefas profissionais (sou assessor sindical) e políticas (sou dirigente do PSOL local e Secretário Geral do Nacional do PSOL), acumuladas nos meses de eleição, além da atenção à família – que também foi (mais) sacrificada nos meses de campanha, obrigaram-nos a desacelerar o ritmo de trabalho no projeto do Mandato Cidadão.

Nos próximos dias iremos reunir a nossa coordenação e faremos uma reunião aberta a tod@s!

Grande abraço e fiquem na paz!

Edilson Silva.

 

 

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