sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Revolução árabe

O sec de relações internacionais do PSOL, Pedro Fuentes, o deputado Ivan Valente e o presidente do PSOL, Afrânio Bopree, em Paris, no congresso do NPA. Festa pela revolução democrática no Egito.

Declaração das 28 organizações presentes no Congresso do NPA – Novo Partido Anti-Capitalista da França, partido com o qual o PSOL mantém relações políticas fraternais.


As derrotas de Bem Ali e Mubarak mudam a situação política, não apenas no Magreb, como também em escala internacional.

As revoluções populares, que puseram fim as ditaduras sustentadas durante anos pelos Estados Unidos e os imperialismos europeus, estão devolvendo a confiança a todos os países árabes e estão dando um golpe violento a ordem imperialista e sionista na região.
A população do Iêmen, Jordânia, Argélia e Palestina estão nas ruas exigindo mudanças políticas.
Estas revoluções se realizaram como conseqüência direta da crise econômica internacional e das posições do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que promoveram uma ofensiva social radical, empobrecendo populações que já estavam sujeitas a décadas de políticas de injustiça social e corrupção.
Estas revoluções não só abrem caminho para demandas democráticas que acabam com as ditaduras, como também ao questionamento dos sistemas econômicos capitalistas que são as causas de tanta injustiça. As reivindicações sociais estão no coração destas insurreições.
O imperialismo fará todo o possível para defender as suas posições na região, e deter tanto o desenvolvimento anticapitalista dos processos em curso, quanto sua propagação pela região.
Isto significa que os povos da Tunísia e do Egito, as forças que desejam abrir o caminho antiimperialista e socialista nos seus próprios países, necessitam da solidariedade e o apoio ativo dos revolucionários e dos movimentos antiimperialistas, sociais, sindicais do mundo inteiro. Comprometemos-nos cada um de nós em nossos respectivos países a alimentar esta solidariedade e lutar contra os ataques que as instituições internacionais e os grupos capitalistas já estão trabalhando para deter qualquer aprofundamento social e econômico destas revoluções emergentes. A partir do magnífico exemplo destas, nos comprometemos a também estimular as mobilizações contra a dívida e as exigências do Fundo Monetário Internacional.
Que viva a revolução egípcia! Que viva a revolução tunisiana!
Solidariedade Internacional!


Tunísia: Ligue de la Gauche Ouvrière Tunisienne; Iraque: Irak Freedom Congres Union of communists-Irak; França: NPA; Inglaterra: Socialist Worker’s Party, ounterfir; Brasil: PSOL; Bélgica: LCR/SAP; Portugal: Bloco de Esquerda; Córcega: A Manca; Itália: Sinistra Crítica; Espanha: Izquierda Anticapitalista, P.O.R; Catalunha En Lluta País Basco: Askapena; Irlanda: Socialist Worker Party; Polônia: P.P.P.; Grécia: SEK, DEA; EUA: ISO; Canadá: Socialist caucus of the New Democratic Party; México : P.R.T.; Venezuela: Marea Socialista; Argentina: MST; Peru: P.R..T.; Indonésia: KPRM-PRD; Sri Lanka: NSSP; Corea do Sul: New Progressive Party; Austrália: Socialist Alliance; Suiça: MPS.

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