sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Discriminação da impressa passa dos limites

Nota da candidatura de Edilson Silva

Diferentemente dos veículos de comunicação que precisam de concessão pública para funcionar (rádios e TVs), e que por isso obedecem a mínimas regras jurídicas no equilíbrio da cobertura das eleições, a imprensa escrita não se vê obrigada, por norma, a respeitar a pluralidade da democracia. O espaço ocupado por políticos nestes veículos pode limitar-se a anúncios pagos e à cobertura apenas dos preferidos das redações. Assim, a democracia precisa contar com um mínimo de espírito público dos responsáveis por estes veículos.
   Nossa candidatura atravessa neste momento um boicote por parte da imprensa escrita. Temos tido agenda cheia praticamente todos os dias, eventos importantes com entidades, personalidades, movimentos. Nossa assessoria manda todas as manhãs e tardes nossa agenda e posicionamentos da candidatura sobre temas eleitorais. A cobertura tem se resumido, em regra, ao vazio, e quando muito, diluída no mar dos “pequenos”, matérias genéricas, raramente uma foto, com uma ou duas linhas.
   Há poucos dias nosso candidato ao governo precisou ligar pessoalmente para os chefes de redação dos três maiores jornais impressos para perguntar-lhes o porquê de não darem uma única linha para as nossas denúncias de mais de 500 óbitos no Hospital da Restauração, denúncias que levaram inclusive a uma demanda judicial. Só assim conseguimos alguma atenção.
   Chegamos hoje, 03/09, à sexta-feira de uma semana em que não tivemos por parte desta imprensa nenhuma cobertura. Estranhamente, candidatos que nas pesquisas têm menos intenção de votos que nossa candidatura apareceram. Ou seja, o critério não passa pelas pesquisas.
   Será então que o critério é a importância dos eventos que o candidato participa? Ontem no início da tarde reunimos com a direção do Sindicato dos Servidores da UPE. Às 15 horas participamos de uma sabatina na OAB. Na mesa estavam o presidente da Ordem, o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco e o vice Presidente do Sindicato dos Jornalistas. Às 19 horas nosso comitê recebeu a visita do jornalista Ivan Moraes para debater comunicação. Ou seja, não se trata de uma agenda irrelevante.
   Todas essas atividades foram avisadas com antecedência para a imprensa, por e-mail e telefone, mas absolutamente nenhum repórter apareceu. No final da tarde mandamos um apanhado da atividade na OAB, inclusive com fotografia produzida pela nossa equipe. Após mandarmos por e-mail, ligamos para as redações e solicitamos um mínimo de atenção nas páginas da cobertura eleitoral. No dia de hoje, abrimos as páginas e absolutamente nenhuma linha.
   Vamos continuar insistindo para que a imprensa escrita respeite minimamente os eleitores e o processo eleitoral como um todo. Continuaremos acreditando que é possível que esses editores, independentemente de norma jurídica que os obriguem, tratem seus próprios veículos de comunicação como ferramentas de informação imparcial, voltadas com honestidade para o esclarecimento dos seus leitores.

Recife, 03 de setembro de 2010


Coordenação da Campanha do PSOL em Pernambuco

3 comentários:

  1. A imprensa pernambucana é podre!!!!Comprada pelas coligações circenses de nosso estado, não querem mostrar o que Edílson faz, pois se o fizer o povo vai acordar e concordar comigo de que o PSOL tem o melhor candidato ao governo. Edílson, eu divulgo da maneira que posso suas propostas e sua posição no que diz respeito aos grandes problemas de Pernambuco, faço propaganda sua com meus familiares, amigos e conhecidos em todos os lugares que frequento! Mudei meu nome no orkut para colocar o seu e seu número e peço que entre contato comigo por email para conversarmos sobre o que posso fazer para te ajudar!Abraços! joanadeangelis@yahoo.com.br

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  2. Mandei recado para todos os meus amigos do orkut, denunciando a sujeirada de nossa imprensa em relação à sua candidatura e à conspiraçao para a manutenção da ignorancia sociocultural de nossa população!

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  3. O jingle da campanha ficou muito bom!A revolta pela realidade de nosso estado fica clara em todos os 49 segundos. Música da esperança, fazendo renascer o sentimento e a convicção de que ainda posso mudar a realidade!

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