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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que você deve esperar e exigir do mandato de Edilson Silva 50.000


 
A missão do vereador é fiscalizar o Poder Executivo (os atos do prefeito ou prefeita), aprovar o Orçamento Municipal e as Contas da Prefeitura, e legislar no âmbito de sua competência sem gerar gastos para os cofres públicos. Na Câmara vamos fazer tudo isto com ética, coragem e compromisso com os interesses cidade. Contudo, vamos buscar ir além. Abaixo, algumas propostas e compromissos de nossa candidatura e de nosso futuro mandato.  

1 – Transparência. Vamos disponibilizar para a sociedade todos os recebimentos do mandato, revelando ao domínio público quanto custa um mandato aos contribuintes;

2 – Equilíbrio na relação com a sociedade. Vamos desvincular nosso salário de vereador do salário dos deputados e vinculá-lo ao salário dos professores da Rede Municipal. Vamos devolver aos cofres públicos quaisquer privilégios, como auxílio-paletó, 14º ou 15º salários;

3 – Modernização e democratização da Câmara. Vamos trabalhar pela viabilização de uma Comissão Permanente de Legislação Participativa, que busque ser uma ponte direta de contato com a sociedade civil que quer e precisa contribuir no processo legislativo municipal;

4 – Democratizar e harmonizar o planejamento da cidade. Vamos trabalhar para uniformizar e harmonizar a legislação e os procedimentos do poder público na gestão da ocupação do solo e da mobilidade urbana, para que o Plano Diretor da cidade esteja em sincronia e devidamente hierarquizado com as leis de ocupação do solo, com a Lei dos 12 bairros, com o Plano de Mobilidade, com um plano de acessibilidade, com os procedimentos das empresas municipais que operam sobre estas demandas na cidade;

5 – Racionalidade no sistema de transporte. Vamos mobilizar a cidade para contrapor-se ao poder das empresas que monopolizam os transportes públicos no Recife. Como prioridade, estará a liberação dos bairros centrais da cidade da circulação anárquica de incontáveis linhas de ônibus, como acontece na Avenida Conde da Boa Vista;

6 – Comunicação democrática na cidade. Vamos incorporar integralmente a pauta do Fórum Pernambucano de Comunicação. Dentre as prioridades, vamos lutar para colocar no ar a Rádio Pública Municipal Frei Caneca e o acesso de todos os recifenses à internet banda larga;

7 – Valorização da nossa cultura e de nossa arte e artistas. Vamos buscar meios de construir mecanismos legais que impeçam que a Prefeitura do Recife continue humilhando nossos artistas com cachês simbólicos diante daqueles pagos aos artistas de fora do Estado e também para que a Prefeitura pague em prazo razoável aos artistas que trabalham em eventos promovidos ou patrocinados por ela. Não ao xêxo!;

8 – Educação começa na pré-escola. Vamos colocar nosso mandato integralmente a serviço da luta pela educação pública de qualidade social no Recife, com prioridade para a mobilização social em defesa de creches para nossas crianças. Recife tem apenas 60 creches públicas que funcionam precariamente, quando nossa cidade poderia ser excelência no trato humanizado nossas crianças. Este tema deve mobilizar nossa cidade e ser uma de nossas maiores prioridades;

9 – Saúde não é mercadoria e nem peça de propaganda. Vamos trabalhar para que Recife seja exemplo no atendimento da baixa e média complexidade médica. Para tanto, é necessário fortalecer a Estratégia Saúde da Família e combatermos a privatização da saúde e sucateamento do SUS. Não precisamos de mais UPAs e Upinhas, mas sim que os atuais postos de saúde e policlínicas funcionem como deveriam. Vamos trabalhar a mobilização da sociedade para exigir saúde pública e de qualidade;

10 – Recife cidade que diz não às opressões e a qualquer forma de discriminação. Vamos trabalhar para criar e consolidar legislações que protejam mulheres, negros, LGBTs e todas as populações historicamente oprimidas. Vamos fazer de nosso mandato um abrigo inabalável dessas demandas.

 

 

 

 

domingo, 5 de agosto de 2012

Uma análise necessária em torno da greve na polícia civil

Por Edilson Silva


Os policiais civis de Pernambuco estão em greve após mais de cinco meses de tentativas de negociação com o governo Eduardo Campos. Chegaram ao seu limite. Se formos remontar a luta destes sob o atual governo, vamos há vários anos de um processo de negociação permanente na busca de uma valorização profissional que nunca vem.

Pelo que ouvimos e conversamos com os grevistas e membros do sindicato, o nó principal da negociação está no não pagamento da gratificação de função policial de forma isonômica com outros quadros da carreira da Polícia Civil de Pernambuco. O governo trata de forma diferente quadros da mesma categoria, no seu já conhecido método de cooptar uma pequena parcela de superiores e apostar no assédio moral para enquadrar as maiorias legitimamente insatisfeitas.

Chamo de já conhecido método por que também na Polícia Militar o governador opta por agradar exclusivamente a alta cúpula da corporação e também apostar no assédio moral e processos disciplinares para sufocar o grito das maiorias descontentes. Vários dirigentes de associações da Polícia Militar estão respondendo processos internos baseados no AI 5 (Ato Institucional nº 5), do  nefasto período militar, por exigirem que o governo cumpra simplesmente a Lei.

Como acompanho com certa proximidade a situação dos trabalhadores na segurança pública em nosso Estado, sabemos que as questões de sobrevivência imediata sempre falam mais alto, no caso o arrocho salarial. Mas sabemos também que estes lutam muito – e isto sempre está em suas pautas de reivindicações, para ter suas condições de trabalho melhoradas. Isto significa melhores equipamentos de proteção, viaturas em condições, jornadas de trabalho compatíveis com a função, etc. Ou seja, lutam para que a sociedade tenha um serviço público de segurança melhor.

Esta situação toda acontece sob um governo que pretende mostrar ao Brasil um modelo de gestão com pompa de paradigma na segurança pública, o Pacto Pela Vida. Nada mais contraditório. O governo “vende” os números supostamente positivos pelo mundo afora, leva os louros, mas não valoriza exatamente os operadores diretos da segurança pública. A sociedade quer e precisa de serviço público com referenciais de produtividade e qualidade bastante nítidos, mas é preciso dar aos servidores condições dignas de trabalho.

Estamos assistindo a um processo perigoso sendo construído num segmento muito importante e vital do serviço público, a segurança pública. Uma cultura de assédio moral e truculência vai se forjando em meio ao segmento. Tamanha é a pressão sobre esses trabalhadores que estamos vendo o suicídio de profissionais tornar-se algo bastante possível de acontecer, alguns em situações bastante estranhas, como um comandante que teria se suicidado exatamente em meio a uma reunião de avaliação do Pacto Pela Vida.

Esta semana os policiais civis foram ameaçados de não poder se manifestar politicamente em suas demandas sindicais. Provocado pelo governo, um magistrado determinou que a Polícia Militar reprimisse a manifestação democrática, legal e saudável dos policiais civis em greve. Este clima de criminalização das atividades político-sindicais e de instalação de um clima de terror na gestão da segurança pública, mais cedo ou mais tarde poderá transbordar de forma dramática para o seio da sociedade.

Ninguém precisa e nem quer homens e mulheres armados, estressados, desmoralizados, cuidando da segurança de todos. Este ambiente de coronelismo não combina mais com Pernambuco e muito menos com Recife, e é por isso que a sociedade deve apoiar a atual greve dos policiais civis e também as manifestações dos policiais militares. Não se trata apenas de lutas salariais, mas de qualidade no serviço público, democracia e defesa do Estado democrático de direito.

Presidente do PSOL-PE

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Agenda de Campanha. Semana de 30/07 a 04/08



Incorpore-se à nossa agenda! Esta agenda é um planejamento e está sujeita a modificações e incorporações que serão publicadas com antecedência.

30/07 (Segunda)
08h às 10h30: Organização interna do Comitê;
11h: Acompanha candidato a prefeito de Jaboatão em entrevista à Rádio Folha;
13h: Visita e panfletagem no Mercado de Casa Amarela;
17h: Reunião de coordenação da campanha;
19h30: Reunião no Comitê com dirigentes da organização política Consulta Popular;
22h: Finalização do jingle de campanha em estúdio em Casa Amarela.

31/07 (Terça)
08h: Visita e panfletagem no Mercado da Boa Vista;
10h: Visita e panfletagem no Mercado do Cordeiro;
14h: Reunião com apoiadores do meio jurídico

01/08 (Quarta)
07h: Visita e panfletagem no Mercado de São José;
14h: Visita e panfletagem no Mercado da Madalena;

02/08 (Quinta)
08h: Reunião de organização de multiplicadores e contatos nacionais;
11h: Debate na internet promovido pelo Blog Acerto de Contas;
19h: Ciclo de debates “Diálogos Urbanos”, no comitê;

03/08 (Sexta)
08h: Gravação de vídeos para campanha na internet;
21h: Panfletagem em espaços noturnos do centro do Recife;

04/08 (Sábado)
Manhã: Reuniões e visitas a multiplicadores de campanha;
19h: Debate na Rádio Comunitária Conquista no bairro de Dois Irmãos;

05/08 (Domingo)
Reuniões e visitas a multiplicadores de campanha.

Coordenação da Campanha



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Psssiu... Psol! – Aqui vou eu...

Luciano Oliveira
Professor aposentado da UFPE



Semanas atrás, num pequeno texto indignado, citei a famosa frase de Saramago – “Até aqui cheguei!” – para informar aos meus cinco leitores que tinha desistido de apoiar Lula como político e o “lulismo” como política depois da vergonhosa cerimônia de beija-mão na mansão de Paulo Maluf, protagonizada por “Lula nine-fingers”, como diz um amigo meu que abandonou o barco há um bocado de tempo, assim que os primeiros roedores começaram a surgir no porão...

Em seguida à publicação do texto, fui merecedor de algumas reações. Houve quem justificasse a “malufada”, como houve quem perguntasse se eu “tucanei” ou sugerisse que eu “tucanasse”. A um deles respondi, meio de brincadeira, que iria ler “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., antes de tomar uma posição. Terminei lendo o livro, que achei bem ruinzinho, por sinal, mas no qual o leitor que tenha a paciência de atravessar o pântano interminável de certidões de cartório ali reproduzidas encontra razões suficientes para lembrar aquela velha anedota do sujeito que tem os bigodes untados de gosma de ovo podre e que quanto mais infla as narinas em busca de ar fresco, mais sente podridão. E, atarantado, exclama: “mas é o mundo todo!”

Que fazer? Nessas ocasiões, uma reação primeira que costuma ocorrer ao cidadão bem intencionado enojado de tudo isso é afirmar peremptório que não vota mais em f.d.p. nenhum. Normalmente a ameaça não é cumprida. Também não a cumprirei. Vou continuar votando. Afinal, passado o primeiro impulso, uma reflexão mais detida e responsável é capaz de lembrar a velha observação de Churchill de que a democracia é o pior dos regimes, com exceção de todos os demais... Na verdade não existe o “bom regime”, como não existe a “boa sociedade”, como lembrava insistentemente um filósofo francês contemporâneo hoje meio esquecido, Claude Lefort, um autor que foi fundamental para minha própria visão da política. O único remédio para as mazelas da democracia é mais democracia! E, no fim das contas, um parlamento ruim aberto é preferível ao melhor parlamento fechado!

Mas em quem votar? De minha parte, informo aos meus cinco leitores (talvez agora nem isso...) que vou voltar à postura purista de trinta anos atrás, quando eu e muitos de nós vimos com grande esperança o surgimento do PT, algo realmente inédito na vida política brasileira. No atual contexto, vou tornar-me eleitor de um desses partidos “nanicos” de esquerda, portadores de uma mensagem tão generosa quanto sonhadora. Escolhi o PSOL. Além de ter nascido de uma dissidência do PT – quando o partido-mãe tornou-se um partido-ônibus aceitando qualquer tipo de passageiro –, abriga alguns políticos que ainda admiro e tem um nome bonito!

Pode ser que um dia o PSOL cresça tanto a ponto de aceitar se degradar para chegar ao poder a qualquer custo. Terá se tornado um PMDBezão, um PTezão, um PSDBezão... Mas isso ainda vai levar muito tempo e, como felizmente não somos imortais, não estarei mais aqui para escrever outro artigo como este.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Diálogos urbanos por uma Câmara crítica no Recife – Ocupação do Solo

Por Edilson Silva

Ilustração: Faber Ludens


Iniciamos no âmbito das candidaturas do PSOL à Câmara de Vereadores no Recife um ciclo de debates que estamos chamando de Diálogos Urbanos. O objetivo é trazer especialistas em várias áreas, técnicos e ativistas sociais, para compor conosco um melhor diagnóstico de temas caros à nossa cidade e ao mesmo tempo elaborar propostas concretas de intervenção política no universo do legislativo municipal e nos limites de um mandato de vereador.

O primeiro Diálogo aconteceu esta semana e o tema foi ocupação do solo em nossa cidade. Ativistas ligados ao grupo Direitos Urbanos Recife e o presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco, Alexandre Santos, contribuíram subsidiando o debate.

Restou nítido que há no Recife uma flagrante e proposital desarmonia no que deveria ser um sistema de normas que também deveriam nortear as ações de ocupação do solo na cidade. Temos um Plano Diretor, datado de 2008, contudo, as normas inferiores que deveriam dar efetividade aos conceitos elencados no Plano Diretor são suficientemente porosas para permitir que os interesses do mercado imobiliário sobreponham-se aos interesses coletivos da cidade.

Desde a Lei de Ocupação do Solo, passando pela Lei dos 12 bairros, pelo Plano de Mobilidade, até os procedimentos internos da DIRCON (Diretoria de Controle urbano), pela permissividade do CDU (Conselho de Desenvolvimento Urbano), o que se percebe é que o planejamento de nossa cidade está entregue ao casuísmo. É por isto que uma área de 100 mil m², no coração da nossa cidade, onde estão instalados os armazéns da extinta RFFSA, no Cais José Estelita, foi comprada num leilão suspeitíssimo por uma grande construtora sem que a prefeitura desse qualquer satisfação à sociedade. O próprio prefeito à época declarou publicamente que não sabia que a área pertencente ao governo federal tinha sido vendida.

Dar a estas normas um caráter sistêmico, harmônico, devidamente hierarquizado, com garantia de procedimentos padronizados para a liberação de projetos, bem como de transparência e participação popular na audiência de medidas de forte impacto na cidade, estão entre as propostas que compõe a nossa plataforma de atuação na Câmara Municipal do Recife.

Presidente do PSOL-PE